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Folha de S. Paulo (SP) chegou às bancas hoje com novo projeto gráfico e algumas mexidas editoriais.
A julgar pela capa, em que a manchete ganhou peso em
bold assemelhando-se ao logo, a mudança é do tipo "mais do mesmo".
O concorrente
O Estado de S. Paulo (SP), que também lançou novo projeto gráfico neste ano, preparou-se para este dia e apresentou hoje novo caderno de classificados, bem como uma edição caprichada com várias "iscas" de compra, como o material sobre iPad e um especial no México.
É o veneno da
Folha e a vacina do
Estadão. Isso é normal em ambientes de concorrência.
O problema é que nem
Estadão, nem
Folha, mexeram no principal: o conteúdo do jornal.
Quem tem tempo para ler mais de 100 páginas em um domingo?
Para que serve um quilo de papel de jornal no fim de semana? Certamente não para leitura.
Vender 300 mil exemplares em uma cidade como São Paulo - quase 20 milhões de pessoas - não é nada espetacular. Significa que há um enorme espaço aberto de potenciais leitores que não gostam destes jornais.
Mudaram a embalagem, mas o conteúdo segue enferrujado, velho, desnecessário.
Folha e
Estadão não conseguem se desvincular do DNA tradicional, nem com os apelos da atriz Fernanda Torres na
propaganda, que fala em jornal do futuro.
Folha e
Estadão são, mais do que nunca, jornais do passado.
