No jornalismo contemporâneo muito se fala sobre o importante, o interessante e o relevante.
O problema é que a maioria dos editores não entende a sutil diferença.
O ministro das Relações Exteriores caiu ontem, depois da confusão na fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil.
É importante?


É o mais importante do dia, para ganhar manchetes?
Depende do perfil do jornal. Para os jornalões O Estado de S. Paulo (SP), Folha de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ) a escolha da manchete se justifica, uma vez que são jornais que circulam na classe política, em Brasília, e assumem a postura "The New York Times Style" de falar do importante da mesma maneira como se falava nos Anos 70. Talvez também para o Correio Braziliense (Brasília, DF). Talvez.




Difícil entender. Provavelmente ainda sobrevivam resquícios de "jornalão" nesses jornais locais. Certamente não ficou claro a eles o que é importante, o que é interessante e o que é relevante.
Esse último, o segredo de todo bom jornal.
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