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quarta-feira, 3 de junho de 2026

A festa das informações não confiáveis

 

Saiu na semana passada o levantamento do Poder360 (Brasília, DF) sobre assinantes dos principais veículos do Brasil. Mas a salada de informações é mais um problema do que um quadro explicativo confiável.

Por partes:

Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) aparecem na liderança. Por coincidência, os dois são auditados por uma empresa contratada (PwC) e não pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o único instituto aceito pelo mercado - que audita todos os demais brasileiros. Critérios diferentes, confiabilidade idem. Ou seja, aqui se compara laranjas com bananas.

A queda de 16,5% de Zero Hora (Porto Alegre, RS) é assustadora. Ou o número de 2024 era inflado, ou o produto piorou muito. Vox Populi, Vox Dei.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) e O Popular (Goiânia, GO) estão se equilibrando sobre o nada. Quando os anunciantes descobrirem, não haverá mais saída.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) parece estar fazendo o trabalho mais regular e confiável. Isso é chave para o futuro sustentável. Aliás, o diário carioca foi o único brasileiro vencedor do prêmio mundial da WAN-Ifra, anunciando ontem.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

A bola fora da grande mídia, que pode custar milhares de assinantes


Conforme Mídia Mundo comentava ontem, as grandes empresas de comunicação do Brasil teriam hoje a oportunidade de mostrar de que lado estão: se pela democracia, ou se ainda flertam com o golpismo. O resultado é triste.

As manchetes de quatro dos principais impressos do país saíram praticamente idênticas: O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Zero Hora (Porto Alegre, RS), Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) atribuem o dinheiro entregue pelo criminoso banqueiro Daniel Vorcaro ao senador e candidato à presidência pela extrema-direita Flávio Bolsonaro como "verba para filme". Ou seja, nenhum quis arriscar que, talvez, os US$ 10 milhões (que seriam, na verdade, mais que o dobro) tivessem outro fim. Ficaram na defensiva, como se isso fosse "isenção factual".

Erro de leitura, que o assinante não perdoa.

O Correio Braziliense (Brasília, DF) foi um palmo mais longe e fez uma manchete que, pelo menos, coloca em dúvida a boa ação de Vorcaro. Ufa!

Nenhuma empresa de comunicação tradicional do Brasil assume que a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ruiu. Todos têm medo de algum fantasma. E seguem na torcida de que as revelações de ontem tenham sido uma miragem temporária.




quarta-feira, 13 de maio de 2026

Furaço do The Intercept Brasil vai definir a mídia brasileira

The Intercept Brasil (SP) quebrou qualquer planejamento dos principais meios brasileiros. A matéria que revela as relações "pouco republicanas" entre o senador da extrema-direita e candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, pode ter definido a eleição de outubro. Pelo menos vai escancarar a torcida dos principais meios de comunicação do país.

O filho 01 do ex-presidente - atualmente em prisão domiciliar - Jair Bolsonaro já emitiu nota reconhecendo a amizade com Vorcaro. Antes ele não falava dessa parceria, sequer admitia conhecer o banqueiro.

A denúncia é forte. Cheia de provas. O Globo (Rio de Janeiro, RJ) demorou três horas para publicar o furo do TIB. Folha de S. Paulo (SP) meia hora menos, quase o mesmo que O Estado de S. Paulo (SP).

Amanhã (quinta-feira) as capas dos impressos vão evidenciar o que pensam cada meio de comunicação. Vai ser difícil esconder as preferências.


terça-feira, 12 de maio de 2026

Folha errou. Ombudsman também. Colunista idem

 

Bastava pedir desculpas pelo erro. Mas a Folha de S. Paulo (SP) está tentando defender o indefensável. Não adianta dar murro em ponta de faca - o jornal deveria saber disso com 105 anos de estrada.

A charge de Marilia Marz é infeliz. Ponto. A família da juíza falecida merece desculpas - ainda que a chargista alegue que não há nenhuma relação entre os fatos.

A ombudsman deveria, então, se desculpar em noma da Folha. Não fez isso. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandra-moraes-ombudsman/2026/05/charge-funebre-sobre-penduricalhos-gera-questionamentos-a-folha.shtml

A colunista, enfim, poderia ter mais empatia com leitores, em especial com os que conheciam a magistrada. Mas além de não fazer isso, tentou explicar o inexplicável. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/05/chargista-nao-debochou-da-morte-da-juiza.shtml

Erram todos. A arrogância da família Folha não permite desculpas.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Impressos desnecessários em BH

O acidente do monomotor em Belo Horizonte era a ocasião ideal para os impressos mineiros justificarem a existência. Só que não.

Ninguém precisa ler as edições de hoje de Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG) para entender o que ocorreu. Não há nenhuma informação ou análise exclusiva, que justifique a leitura do exemplar. Tudo já foi dito nas edições digitais e na TV.

O EM até tentou, teve trabalho, planejamento. O Tempo nem isso.

Quem, por acaso, entrevistou as duas pessoas que desceram do avião na escala em BH? Ninguém.

Ocasião perdida para os impressos mineiros.

Que pena.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Sinais de censura no Planeta EUA

 

A capa do jornal La Nación (San José, Costa Rica) de ontem é um manifesto à liberdade de imprensa.

Por algum motivo incerto e não sabido, todos os membros do Conselho da empresa tiveram seus vistos de turismo e negócios junto aos Estados Unidos revogados. Todos.

Uma iniciativa inédita - ainda que legítima - do controle de imigração do país de Donald Trump.

Importante ver as cenas dos próximos capítulos.

Mas há um forte cheiro de censura. E quem faz censura, tem algo a esconder.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuidado com o que você escreve

 

Saiu no Daily Mail (Londres, UK), em dezembro de 2000.

Era uma pesquisa, dessas que chegam sem pedir licença em uma redação. Era um estudo prevendo que a Internet seria, quase, uma moda. E que desapareceria logo.

O repórter que assina a matéria era o especialista da publicação na época, um expert no assunto.

Pois 25 anos depois essa "barrigada" do DM circula em redes sociais ridicularizando a marca.

Muito cuidado com o que você escreve.